Red Nights, poesias em guardanapos de papel de bar


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22/05/2006 18:44

Change

by Blind Melon

I don't feel the suns comin' out today
It's staying in, it's gonna find another way.
As I sit here in this misery,
I don't think I'll ever (no Lord) see the sun from here.
And oh as I fade away,
They'll all look at me and say, and they'll say,
"Hey look at him! I'll never live that way."
But that's okay, they're just afraid to change.
And when you feel life ain't worth living
You've got to stand up and
Take a look around you look up way to the sky.
And when your deepest thoughts are broken,
Keep on dreaming boy, cause when you stop dreamin' it's time to die.
And as we all play parts of tomorrow,
some ways we'll work and other ways we'll play.
But I know we can't all stay here forever,
So I want to write my words on the face of today.
And then they'll paint it
And oh as I fade away,
They'll all look at me and say, they'll say,
"Hey look at him and where he is these days."
When life is hard, you have to change.
enviada por BTNS



22/05/2006 18:43

Quando eu sou feliz

BTNS sends:



BTNS says:
tava muito feliz nesse momento...

BTNS says:
Hoje eu estou down... taxa de melancolina elevada...

Renata Gervatauskas says:
me manda a foto de novo que caí

BTNS says:
E o Blind Melon no ouvido... faz quase ejetar as lágrimas anônimas... Anonimato porque não sei se todas têm sua razão de ser ou quais são pura ingratidão minha para comigo, quais nascem das vontades, dos desejos, certos ou errados. Mas sei que nessa foto eu tô feliz...

enviada por BTNS



09/05/2005 11:00

Silêncio

Às vezes só o silêncio para ordenar as idéias...
enviada por BTNS



28/03/2005 09:20

Gear, som e outas reflexões

Comprei um cubo Peavey, usado, de 200 watts RMS. Um bom cubo, mas enorme e super pesado. Por hora será ele a minha aplificação principal. Já fico tranquilo para encarar a falta de infra da maior parte dos bares da cidade.

Essa semana tem show na quinta - data, local e hora daqui a pouco - e domingo foi o último ensaio. Agora é segurar a ansiedade até quinta.

Estou contente com o repertório, com a banda em si e com meu equipamento. Só não estou contente com o som do baixo. Ok, estou ralando, treinando e tal, mas, a despeito da parte técnica, não estou contente com o som que estou tirando. Não consegui ainda um som de baixo que me agradasse. Às vezes acho que embolo os graves, outra que falta peso.

Um dia vi o Serginho Carvalho (não, não sou maluco de querer me comparar a um cara desses, que toca há anos e vive disso, acompanhando gente do calibre de um Djavan) dar uma canja numa jam com o pessoa do Luz de Caroline, no Sarajevo. Bom, ele foi chamado ao palco e pegou o baixo do cara da banda, que tocava bem, por sinal. Um Fender Jazz Bass. Só que nas mãos dele o som do baixo cresceu assustadoramente em termos de punch, timbre, tudo. Ele tirou um puta som praticamente na mão! Fiquei pirado com aquilo.

Muito feijão com arroz e farinha ainda para chegar perto desse nível mas o fato é que não tô curtindo o som que tô tirando e isso tá me deixando bolado.

O Edu Gomes, do Irmandade do Blues, quando eu falei para ele do som que ele tirou no show com o André Christovan no Grazie a Dio, usando um simples Valvstate, me disse: "Todo amp é bom, o som você tem que tirar nas mãos, na pegada...". Aquilo não me sai da mente.
enviada por BTNS



28/03/2005 09:03

Foi só um sonho

Mas me impressionou, porque não sou de acordar mal por causa de um sonho, nem de chorar por conta disso. Graças aos céus, tava tudo ok com a minha Chiquinha. Almoçamos juntos, só eu e ela, nessa Páscoa. Meu irmão tava voltando de Minas, minha irmã tinha ido para lá. Tempero da mamãe e o conforto das raízes. Sou feliz pela família que tenho.
enviada por BTNS



26/03/2005 09:33

Hoje eu tive um sonho muito estranho...

... muitas cenas e locais diferentes. Situações inusitadas. Coisa normal do sonhar. Mas em determinada parte fui parado por pessoas conhecidas e desconhecidas, que me disseram algo sobre minha mãe... e eu me pus a chorar. E acordei. Preocupado.
enviada por BTNS



18/03/2005 10:23

To do list

Dominar o mundo.
enviada por BTNS



18/03/2005 10:13

Leo Maia, 17 03 2005, Grazie a Dio (ou SG no groove)

Ontem, apesar de não ter planos de sair, acabei caindo de novo no Grazie a Dio, com um brother, para conferir mais um show do Leo Maia, filho do síndico bagaceira Tim Maia.

Já vi vários shows do cara lá no Grazie. O CD dele deve sair neste mês. O som, claro, soul, groove, com pitadas de samba rock e funk. Não poderia ser diferente.

Leo canta bem e em alguns momentos lembra um pouco as cores vocais do pai , embora tenha bastante personalidade. Sua voz nada tem a ver com a poderosa voz do primeo Ed Motta.

Sua banda, Cavalo de Jorge (nome do CD de estréia) é muito competente: teclado, batera, baixo, percussão e guitarra, duas porque Leo também toca guitarra, uma Epiphone tipo 335 e uma tele. Músicos muito bons. Curto o baixista Processo, o percussa e o guitarrista, este último lembra muito o negrão do Casseta e Planeta pela pele e cabelo no mesmo tom. Negão total, de visual muito bacana, pilotando sempre uma tele.

O baixista costumava usar um Yamaha SBV, baixo que tem um som de Jazz Bass e um visual bem legal, numa linha bizarre retrô. Acho que ainda vou ter um desses. Ontem ele estava com um Jazz Bass 5 cordas, algo que me desagrada muito. Acho blasfemo Jazz Bass com 5 cordas.

Ontem a banda estava com batera, teclado e guitarra diferentes. Um amigo sugeriu que talvez fosse a banda do RJ. Não sei.

O guitarra me surpreendeu duas vezes. Primeiro porque tava armado com uma SG preta, linda e, depois, por mandar demais. Muito feeling e bom gosto. O amigo que encontrei por lá e sugeriu que os novos músicos fossem do RJ chamou-o de Frusciante brasileiro. Não achei-os parecidos mas a comparação foi válida sim, pelo ataque agressivo com um swing muito forte. Já gostava do outro guitarra mas o cara de ontem era infernal. Poucos pedais: whah, reverb, alguma distorção e mais um outro que não identifiquei.

Gosto da levada do som. Leo manda bem nas bases, tem pegada, faz a linha malandro sedutor com a mulherada mas é bem profissional no palco. Reclama do som (sem grosseria), pede menos grave para o baixista, dá ordens à banda, entra com as falas em momentos planejados (o que eu não curto, pois gosto da espontaneidade ou, pelo menos, de acreditar que o cara tá sendo espontâneo).

Mas a noite ontem, para mim, foi do guitarrista. Timbre com ótima mordida, groove preciso, malaco, boas harmonizações, solos incendiários, ainda que cuidando para não competir com o dono da banda. Fiquei hipnotizado. SG nunca me atraiu. Só o Angus Young me fez respeitar essa guitarra e, mais recentemente, o Billy Corgan. De uns anos para cá comecei a curtir a personalidade dessa guitarra, a começar aquela história de “Hmmm, quem sabe um dia ter uma...”. Sim, eu sofro de G.A.S. E é crônica.

(Ah, os amps dos caras eram todos Warm Music, que vem patrocinando o cara.)

Fim do show, conversei um pouco com o baixista, que me disse que ainda tem o Yamaha mas que encontrou o som dele naquele Jazz Bass. Cumprimentei o guitarra e o percussa, que me perguntou se eu toco percussão pois em todo show eu me ligo no que ele faz e fico “cantando” as paradas. Acontece que eu adoro batera e percussão e, muitas vezes, o percussa passa desapercebido pela maior parte da galera.

Troquei algumas palavras com o Leo, que é sempre simpático com a galera.

O bar ontem estava cheio. As quintas por lá são ótimas. Muita mulher como sempre. Várias ali, marcando ponto nos shows do cara.

Saldo da noite: mais um show de prima e muita cerveja gelada, estourando o peito e semando a ressaca de hoje.
enviada por BTNS



18/03/2005 10:11

Deepest End - Gov't Mule

Sou muito fão do Gov't desde que os descobri. Rock'n'roll classica, aquela pegada 70's, timbres maravilhosos e, para eu que sou um projeto de baixista, maravilhosas linhas de baixo.

Tenho 4 CD's dos caras. Cópias, porque só há importados a preços proibitivos. Pretendo comprar os oficiais assim que possível.

Em Agosto de 2000, eles perderam Allen Wood, seu baixista. Nos dois trabalhos que se seguiram, Deep End 1 e Deep End 2, lançados respectivamente em 2001 e 2002, gravaram com um baixista diferente a cada faixa. Bootsy Collins, Jack Bruce, Jack Casady, John Entwistle, Les Claypool, Flea, Roger Glover, Meshell Ndegeocello, Alphonso Johnson e mais uma galera de peso nos graves participou dos dois discos. 25 grandes baixistas ao todo.

Em 2003 saiu um pack com o DVD The Deepest Live acompanhado de um CD duplo registrando uma mega apresentação de cerca de 3 horas onde uma série de baixistas renomados, inclusive alguns daqueles que participaram dos discos de estúdio, acompanham a banda. Há outros convidados como guitarristas, tecladistas e metais.

Comprei o DVD, não o pack inteiro, e digo a vocês que foi uma das minhas melhores compras. São 3 horas de puro rock'n'roll.

O líder da banda, Warren Haynes, que se não me engano pertenceu aos Allman Brothers, é o mestre de cerimônias dessas celebração visceral.

O que se vê e ouve é um espetáculo para os amantes dos bom rock e dos timbres clássicos já a partira da abertura, com o Andy Hess, ex Black Crowes, no baixo (by the way ele é o baixista oficial da banda desde 2003 se eu não estiver enganado).

Haynes pilota amps Soldano, acompanhado de guitarras Gibson, a maioria Les Paul, e dá uma verdadeira aula de feeling, abusando de solos incendiários, bases suingadas e bottle necks matadores.

O tecladista Danny Louis, depeja timbres clássicos com seus Hammond e outras coisas que não conheço. Legal que dá para ver aquela big caixa Leslie a todo vapor.

No comando das baquetas, o veterano Matt Abts dá um show de feeling e resistência, mantendo grooves criativos e matadores, batendo um bolão com todos os baixistas que vão se sucedendo.

Todos os convidados muito feras. No caso dos baixistas, pode-se dizer que montaram uma seleção completa, com direito a banco de reservas - se é que alguém se atreveria a colocar qualquer deles num banco de reservas.

Gostei de todos e, quanto aos timbres de baixo, foram poucos os que não me agradaram. Os dois primeiros estavam matadores. Não sei o nome do segundo baixista e também de um senhor que tocou junto com a galera dos metais (aliás, um dos pontos altos do DVD). O timbre que menos gostei foi do Victor Wooten (sim, ele também estava lá). Ele foi o terceiro a tocar e seu som me pareceu baixo e seu timbre meio artificial se comparado aos dois primeiros. Isso para o meu gosto, que fique claro. E que fique claro também que não estou falando mal do cara pois ele mandou muito, como todoso os presente. Outro que não curti muito o timbre foi o Jason Newsted, de quem sou fã. Mesmo assim o cara fez bonito e a segunda música que tocou com os Mule me deixou passado: Paranoid!!! Os caras do Sabbath realmente sabiam fazer as coisas, sabe?

Outro ponto alto, para mim, foram as performances de Les Claypool, mandando slaps num Rickenbaker (quem disse que não dá para "slapar" no Rick).

Estou destacando os baixistas porque esses discos Deep End, tanto os de estúdio como os do show do DVD, possuem uma aura de tributo ao Allen Wood, haja visto a constelação de mestres dos graves presente.

Agora, todos da banda arrasam. E todos os convidados também. Eu sou fã de Strato e pretendo ter uma quando for estudar guitarra. Nunca me senti confortável com Les Paul embore as ache lindas mas existem dois caras que me fizeram tomar a decisão de um dia ter uma: Zakk Wylde (não, ele não participa do show, infelizmente) e Warren Haynes. Haynes põe fogo em suas linhas, bases, solos. Tem um feeling abusrdo.

Definitivamente, uma das minhas melhores compras.

Dica de acompanhamento: cerveja gelada e/ou Jack Daniels.
enviada por BTNS



09/03/2005 10:57

Eu estava morrendo

Minha mãe estava comigo. Eu estava deitado. Conversava com ela e sentia cada vez mais dificuldade em respirar. Eu sabia que a vida continuaria em outro plano,mas estava com medo. Tentava resistir. Não queria ir naquele momento. Minha mãe conversava comigo tentando me tranquilizar.

Acordei por alguns instantes, nariz parcialmente entupido, e voltei a dormir. Voltei a começar a morrer. Do ponto onde havia parado. Parece que a Janes também estava por lá. Eu conversava com minha mãe, tentava voltar a respirar e sentia que a respiração desaparecia cada vez mais. Eu não me sentia exatamente mal. Apenas me incomodava a ausência da respiração, como quando sofro deslocamentos astrais (eu acredito nisso e embora nunca tenha feito realmente uma viagem astral já passei por situações onde o processo de sair do corpo se inicia e nesse estágio, embora consciente, não sinto a respiração, algo que me aflige a ponto de interromper o processo).

Me via empalidicendo. Não queria morrer naquele momento. Não queria passar para o outro plano pois ainda havia coisas para fazer neste aqui. Sentia meu corpo esfriando. Acordei. Estava descoberto por causa do calor e meu corpo estava frio devido ao ar que entrava pela janela aberta.

Voltei a dormir e a morrer pela última vez. Acordei, me virei na cama, adormeci e desta vez o sonho se foi.
enviada por BTNS






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