Red Nights, poesias em guardanapos de papel de bar


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28/03/2005 09:20

Gear, som e outas reflexões

Comprei um cubo Peavey, usado, de 200 watts RMS. Um bom cubo, mas enorme e super pesado. Por hora será ele a minha aplificação principal. Já fico tranquilo para encarar a falta de infra da maior parte dos bares da cidade.

Essa semana tem show na quinta - data, local e hora daqui a pouco - e domingo foi o último ensaio. Agora é segurar a ansiedade até quinta.

Estou contente com o repertório, com a banda em si e com meu equipamento. Só não estou contente com o som do baixo. Ok, estou ralando, treinando e tal, mas, a despeito da parte técnica, não estou contente com o som que estou tirando. Não consegui ainda um som de baixo que me agradasse. Às vezes acho que embolo os graves, outra que falta peso.

Um dia vi o Serginho Carvalho (não, não sou maluco de querer me comparar a um cara desses, que toca há anos e vive disso, acompanhando gente do calibre de um Djavan) dar uma canja numa jam com o pessoa do Luz de Caroline, no Sarajevo. Bom, ele foi chamado ao palco e pegou o baixo do cara da banda, que tocava bem, por sinal. Um Fender Jazz Bass. Só que nas mãos dele o som do baixo cresceu assustadoramente em termos de punch, timbre, tudo. Ele tirou um puta som praticamente na mão! Fiquei pirado com aquilo.

Muito feijão com arroz e farinha ainda para chegar perto desse nível mas o fato é que não tô curtindo o som que tô tirando e isso tá me deixando bolado.

O Edu Gomes, do Irmandade do Blues, quando eu falei para ele do som que ele tirou no show com o André Christovan no Grazie a Dio, usando um simples Valvstate, me disse: "Todo amp é bom, o som você tem que tirar nas mãos, na pegada...". Aquilo não me sai da mente.
enviada por BTNS






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